Paulinho da Viola é iluminado!
Olá, como vai?
Eu vou indo e você, tudo bem?
Tudo bem eu vou indo correndo
Pegar meu lugar no futuro, e você?
Tudo bem, eu vou indo em busca
De um sono tranquilo, quem sabe ...
Quanto tempo... pois é...
Quanto tempo...
Me perdoe a pressa
É a alma dos nossos negócios
Oh! Não tem de quê
Eu também só ando a cem
Quando é que você telefona?
Precisamos nos ver por aí
Pra semana, prometo talvez nos vejamos
Quem sabe?
Quanto tempo... pois é... (pois é... quanto tempo...)
Tanta coisa que eu tinha a dizer
Mas eu sumi na poeira das ruas
Eu também tenho algo a dizer
Mas me foge a lembrança
Por favor, telefone, eu preciso
Beber alguma coisa, rapidamente
Pra semana
O sinal...
Eu espero você
Vai abrir...
Por favor, não esqueça,
Adeus...
*
Mostrando postagens com marcador música. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador música. Mostrar todas as postagens
18.10.09
28.7.09
Pelo Sabor do Gesto
Nesse fim de semana ouvia o disco novo de Zélia Duncan, Pelo Sabor do Gesto para uma entrevista. Tirei o CD do encarte e pus pra tocar sem ler nada sobre ele. Gosto desse jeito, ouvir e descobrir nuances das músicas aos poucos. Bom, encasquetei numa faixa. Que fala tanto a respeito de mim. Ou de uma fase de mim. E ouvi, ouvi, ouvi Sinto Encanto até saber cantar de cor. E quando peguei o encarte para, aí sim, saber quem escreveu o quê adivinha se a música não era do Moska? Claro que sim. Eu descobri coisas ótimas do Moska não faz muito tempo. E é incrível como me identifico com o que ele escreve/canta. Me lembro que vi um show dele há uns 3 anos, em Riviera de São Lourenço num daqueles projetos de verão. Tava trabalhando. Entrevistei o Moska e depois fui ver o show. Sozinha. E foi uma experiência muito louca. Foi transformador (haha, pareço crente falando...).
Eu já gostei bastante de ouvir Zélia Duncan, tenho uns 2 discos. Até que mergulhei no mundo do modern rock e não voltei nunca mais. Adorei ouvi-la de novo. Algumas coisas do novo disco me lembraram músicas mais antigas que eu gosto tanto. Lembrei que fui a um show dela com a loira mãe da Mila. Nos divertimos a valer e nem nos importamos que boa parte das pessoas achava que a gente era um casal.
E nesse momento nada pode cair melhor pra mim do que o título do novo disco.
*
Eu já gostei bastante de ouvir Zélia Duncan, tenho uns 2 discos. Até que mergulhei no mundo do modern rock e não voltei nunca mais. Adorei ouvi-la de novo. Algumas coisas do novo disco me lembraram músicas mais antigas que eu gosto tanto. Lembrei que fui a um show dela com a loira mãe da Mila. Nos divertimos a valer e nem nos importamos que boa parte das pessoas achava que a gente era um casal.
E nesse momento nada pode cair melhor pra mim do que o título do novo disco.
*
18.2.09
Linda. Absoluta. Demais
O mundo não cansa, mesmo, de me surpreender. E as pessoas estão cada dia mais sem noção.
Recebi um email na semana passada de um amigo querido. Músico, inteligente e de bom gosto. Gente fina, elegante e sincera. Ele me apresentou Stefhany. Repare na grafia. Não é Stéfany, nem Stephanie. É Stefhany, mesmo. A moça do Piauí que fez uma versão de uma música grudenta de Vanessa Carlton. Mas não só isso. Combinou a versão forró/brega com um sensacional videoclipe.
Quando abri o vídeo, achei que era gozação, que a moça tava fazendo chacota com alguém. Mas depois, lendo sobre ela, descobri que não. Ela realmente se leva muito a sério, conforme a reportagem da Dolores, que você lê aqui. É a Beyoncé do Piauí!!!
Em algum outro lugar, eu li que por causa da citação de uma marca de carro na letra, desconfiou-se que o vídeo pudesse ser um viral. O número de acessos foi tão grande e o boato foi tão forte, que a montadora do carro se viu obrigada a emitir uma nota oficial desmentindo a propaganda.
Sempre fui apreciadora da cultura do “faça você mesmo”, mas aí já é demais. Me lembrei de Rebobine Por Favor, de Michel Gondry, em que dois amigos refilmam clássicos do cinema em cenários precários, com figurinos toscos e eles mesmos são os atores. A diferença é que na cabeça do Gondry a história virou filme. E na cabeça da Stefhany ela é uma super star na vida real!
Ela pensa que é linda. Absoluta. Mas é só uma garotinha brincando de ser star!
A coreografia do trio na varanda de casa?
A pessoa se maquiando no banheiro?
O crucifixo balançando, preso no retrovisor do carro?
Alguém me traz um vidro de morfina?
*
Recebi um email na semana passada de um amigo querido. Músico, inteligente e de bom gosto. Gente fina, elegante e sincera. Ele me apresentou Stefhany. Repare na grafia. Não é Stéfany, nem Stephanie. É Stefhany, mesmo. A moça do Piauí que fez uma versão de uma música grudenta de Vanessa Carlton. Mas não só isso. Combinou a versão forró/brega com um sensacional videoclipe.
Quando abri o vídeo, achei que era gozação, que a moça tava fazendo chacota com alguém. Mas depois, lendo sobre ela, descobri que não. Ela realmente se leva muito a sério, conforme a reportagem da Dolores, que você lê aqui. É a Beyoncé do Piauí!!!
Em algum outro lugar, eu li que por causa da citação de uma marca de carro na letra, desconfiou-se que o vídeo pudesse ser um viral. O número de acessos foi tão grande e o boato foi tão forte, que a montadora do carro se viu obrigada a emitir uma nota oficial desmentindo a propaganda.
Sempre fui apreciadora da cultura do “faça você mesmo”, mas aí já é demais. Me lembrei de Rebobine Por Favor, de Michel Gondry, em que dois amigos refilmam clássicos do cinema em cenários precários, com figurinos toscos e eles mesmos são os atores. A diferença é que na cabeça do Gondry a história virou filme. E na cabeça da Stefhany ela é uma super star na vida real!
Ela pensa que é linda. Absoluta. Mas é só uma garotinha brincando de ser star!
A coreografia do trio na varanda de casa?
A pessoa se maquiando no banheiro?
O crucifixo balançando, preso no retrovisor do carro?
Alguém me traz um vidro de morfina?
*
Marcadores:
este mundo tá perdido,
música,
net,
o que se vê por aí
8.12.08
Meia Dúzia
UM
Jukebox da Cat Power é uma das coisas mais tristes-barra-lindas que eu já ouvi. Alguns podem dizer que ela é a versão feminina do som-depressivinho do Radiohead. Mas eu gosto mais dela.
DOIS
Tem me sobrado muito pouco tempo para ouvir música, o que me deixa inegavelmente mais triste. E mais chata. Eu costumava fazer isso no carro há alguns anos. Mas como agora só dá tempo de ler metade do jornal durante o café da manhã - que dura menos porque só dá tempo de dormir meia noite/manhã -, eu me obrigo a ouvir notícias enquanto estou transitando de um pelourinho para outro. Música, só na volta do pelourinho-sede pra casa. E são sempre os mesmos CDs, de quem vira e mexe eu morro de saudade. Fuçar na internet nunca mais. Hunf!
TRÊS
Guel Arraes e Jorge Furtado descobriram pelo menos 48,65% da minha vida amorosa e colocaram em Romance. Da minha e da vida de 91,28% das mulheres que eu conheço. E eu fiquei cantando por um dia inteiro Não vamos fuçar nossos defeitos/Cravar sobre o peito as unhas do rancor/Lutemos mas só pelo direito/Ao nosso estranho amor/Ah! Manhinha deixa o ciúme chegar/Deixa o ciúme passar e sigamos juntos...
QUATRO
(((rabugenta mode on))) As pessoas me perguntam se eu vou ao show do Radiohead como se eu tivesse obrigação de ir a todas as apresentações internacionais que acontecem aqui e fosse um crime não comparecer. Eu nem sou louca por Radiohead e acho que o Tom Yorke se transformou em um chato de galocha com todo aquele experimentalismo mala. Revolucionou a indústria com o quer pagar quanto?, importância e colaborações indiscutíveis para o mundo da música. E Bodysnatchers é bem boa. Maaaas... Só vou ao show se tiver de trabalhar. Madonna idem. Tá entendido? / A quem interessar possa: há 3 dias ingressei no meu inferno astral, se é que essa merda existe. (((rabugenta mode off)))
CINCO
Já ouviu Little Joy? É a banda nova de Rodrigo Amarante – ex Los Hermanos - e Fabrizio Moretti - baterista do Strokes. O grupo é formado por eles dois e Binki Shapiro, namorada do Moreti {-ué, mas ele não namora a Drew Barrymore? Namorava, não namora mais, oras!}. É bacaninha. Uma coisa assim meio The Los Strokermanos. Ouve Keep Me In Mind...
...e diz se não é.
MEIA DÚZIA
Eu já falei aqui da urgência por livros que eu nunca leio – deu pra notar nas bobagensdescritas acima que o tempo tá escasso? -. A lista aumenta como se não houvesse amanhã. Ganhei do namorado Slam, de Nick Hornby. A irmã já leu. Adorou. Eu ainda não. Recebi Conversas com Woody Allen para uma pauta e adquiri Conversas com Almodóvar. Com o Woody eu já conversei por algumas várias páginas, mas nem metade das 500 que ele tem. Dom Pedrito me aguarda na sala de espera e eu ainda não dei nem um oizinho. Quiçá fique lá até o lançamento de seu próximo filme.
*
Jukebox da Cat Power é uma das coisas mais tristes-barra-lindas que eu já ouvi. Alguns podem dizer que ela é a versão feminina do som-depressivinho do Radiohead. Mas eu gosto mais dela.
DOIS
Tem me sobrado muito pouco tempo para ouvir música, o que me deixa inegavelmente mais triste. E mais chata. Eu costumava fazer isso no carro há alguns anos. Mas como agora só dá tempo de ler metade do jornal durante o café da manhã - que dura menos porque só dá tempo de dormir meia noite/manhã -, eu me obrigo a ouvir notícias enquanto estou transitando de um pelourinho para outro. Música, só na volta do pelourinho-sede pra casa. E são sempre os mesmos CDs, de quem vira e mexe eu morro de saudade. Fuçar na internet nunca mais. Hunf!
TRÊS
Guel Arraes e Jorge Furtado descobriram pelo menos 48,65% da minha vida amorosa e colocaram em Romance. Da minha e da vida de 91,28% das mulheres que eu conheço. E eu fiquei cantando por um dia inteiro Não vamos fuçar nossos defeitos/Cravar sobre o peito as unhas do rancor/Lutemos mas só pelo direito/Ao nosso estranho amor/Ah! Manhinha deixa o ciúme chegar/Deixa o ciúme passar e sigamos juntos...
QUATRO
(((rabugenta mode on))) As pessoas me perguntam se eu vou ao show do Radiohead como se eu tivesse obrigação de ir a todas as apresentações internacionais que acontecem aqui e fosse um crime não comparecer. Eu nem sou louca por Radiohead e acho que o Tom Yorke se transformou em um chato de galocha com todo aquele experimentalismo mala. Revolucionou a indústria com o quer pagar quanto?, importância e colaborações indiscutíveis para o mundo da música. E Bodysnatchers é bem boa. Maaaas... Só vou ao show se tiver de trabalhar. Madonna idem. Tá entendido? / A quem interessar possa: há 3 dias ingressei no meu inferno astral, se é que essa merda existe. (((rabugenta mode off)))
CINCO
Já ouviu Little Joy? É a banda nova de Rodrigo Amarante – ex Los Hermanos - e Fabrizio Moretti - baterista do Strokes. O grupo é formado por eles dois e Binki Shapiro, namorada do Moreti {-ué, mas ele não namora a Drew Barrymore? Namorava, não namora mais, oras!}. É bacaninha. Uma coisa assim meio The Los Strokermanos. Ouve Keep Me In Mind...
...e diz se não é.
MEIA DÚZIA
Eu já falei aqui da urgência por livros que eu nunca leio – deu pra notar nas bobagens
*
12.10.08
Love Me or Leave Me
Tenho ouvido um tico de Ella Fitzgerald, Billie Holiday, Norah Jones e Nina Simone...
Será que quanto mais velha a gente fica, mais a gente gosta de jazz e blues?
E será que daqui a alguns anos eu vou saber a exata diferença entre uma coisa e outra?
*
Será que quanto mais velha a gente fica, mais a gente gosta de jazz e blues?
E será que daqui a alguns anos eu vou saber a exata diferença entre uma coisa e outra?
*
17.8.08
Coisas que Só a Firma Faz por Você
Quando você trabalha muito, tipo 11 ou 12 horas por dia, a semana toda, na sexta feira começa a tomar chibatadas ao meio dia e só pára às 11 e meia da noite, até um show do Latino na festa da firrrma te deixa animado, sorridente e dançante.
Você se vê cantando versos edificantes como Quem planta sacanagem colhe solidão, imitando uma coreografia de dançarina do Faustão ao som de Tem culpa eu, tem culpa a Kátiaaaaa... e pulando alucinadamente enquanto ele berra ao microfone Hoje é feeeeesta lá no meu apê, pode aparecê, vai rolar bundalelê.
Acredite em mim!
Você também pode aumentar o seu repertório de informaçõesinúteis e saber que Tô Nem Aí, "que fez sucesso em mais de 80 países" na voz de quem? Luka, na verdade é de autoria deste gênio da música popular brasileira.
***
A quem possa interessar, eu tomei uma decisão muito importante:
Vou parar de fumar.
Mãe, namorado epreocupados insistentes de plantão, vocês venceram. :)
Agora, claro, podem jogar as minhas sardinhas!
*
Você se vê cantando versos edificantes como Quem planta sacanagem colhe solidão, imitando uma coreografia de dançarina do Faustão ao som de Tem culpa eu, tem culpa a Kátiaaaaa... e pulando alucinadamente enquanto ele berra ao microfone Hoje é feeeeesta lá no meu apê, pode aparecê, vai rolar bundalelê.
Acredite em mim!
Você também pode aumentar o seu repertório de informações
***
A quem possa interessar, eu tomei uma decisão muito importante:
Vou parar de fumar.
Mãe, namorado e
Agora, claro, podem jogar as minhas sardinhas!
*
24.6.08
Drughouse
Eu me apaixonei pelas músicas logo que ouvi há tempos. E depois as bizarrices foram ganhando mais espaço. E mais. E mais. Até que só tinha espaço pra as peripécias nada saudáveis e não mais para as músicas.
Eu não entendo porque Amy Winehouse é tão notícia. “Amy peida na porta de boate em Camden” – capa de jornal. Sites reproduzem a notícia e ainda repercutem o pumzinho da diva com quem estava na fila: “Eu esperava para entrar na boate, quando ouvi um som parecido com uma flatulência (duvido que inglês fala “flatulência”). Olhei pro lado, e era Amy. Ela tinha soltado um pum.” – diz o vendedor Fulano de Tal, 25.
Daqui do outro lado, vou acompanhando com interesse carniceiro e com um tanto de dó as desventuras da moça. Internadade nooooovo, depois de um desmaio, o pai diz que ela tem enfisema pulmonar e se não parar de fumar crack e cigarros e se não se mantiver longe de más companhias como Pete Doherty, vai morrer. A assessoria se apressa em divulgar que Mr. Mitch se expressou mal e que ela não tem a doença. Mas pode vir a ter. Fora a novela mexicana que é o relacionamento dela com o tal do Blake.
Faz tempo que não se lê nada aproveitável sobre a coitada. Não está compondo. Não está gravando. Não está produzindo. E cada show confirmado é uma emoção: será que ela vai estar bem? Será que vai estar viva? Ou vai fazer o papelão que fez no Rock in Rio Lisboa (sem voz, desafinada, esquecendo as letras, visivelmente zoada, com direito a queda no palco).
Meu anfitrião em Londres defende a tese de que ela faz tudo isso de propósito, para vender mais discos (Back to Black bateu recorde de vendas não faz muito tempo). Ele acha que não é possível que uma celebridade não saiba que vai serperseguida por paparazzis aonde quer que vá e que, por isso, deveria manter a compostura. Então, só pode ser proposital, para estar sempre em evidência e vender mais discos.
Eu discordo. Acho que é possível ela ser sem noção, sim. Aliás, acho que ela é tão zoada/drogada/mal amada, que nem se importa com fotógrafos e jornalistas e quetais. E vai acumulando bizarrices na vida, nem aí com a repercussão que isso tem.
Muito bem, cá estou eu praticando justamente o que critico e falando sobre os fatos importantíssimos da vida de Ms. Winehouse. Que, cá entre nós, deveria fazer numerologia e mudar o nome para Drughouse.
It’s a pity!
*
Eu não entendo porque Amy Winehouse é tão notícia. “Amy peida na porta de boate em Camden” – capa de jornal. Sites reproduzem a notícia e ainda repercutem o pumzinho da diva com quem estava na fila: “Eu esperava para entrar na boate, quando ouvi um som parecido com uma flatulência (duvido que inglês fala “flatulência”). Olhei pro lado, e era Amy. Ela tinha soltado um pum.” – diz o vendedor Fulano de Tal, 25.
Daqui do outro lado, vou acompanhando com interesse carniceiro e com um tanto de dó as desventuras da moça. Internada
Faz tempo que não se lê nada aproveitável sobre a coitada. Não está compondo. Não está gravando. Não está produzindo. E cada show confirmado é uma emoção: será que ela vai estar bem? Será que vai estar viva? Ou vai fazer o papelão que fez no Rock in Rio Lisboa (sem voz, desafinada, esquecendo as letras, visivelmente zoada, com direito a queda no palco).
Meu anfitrião em Londres defende a tese de que ela faz tudo isso de propósito, para vender mais discos (Back to Black bateu recorde de vendas não faz muito tempo). Ele acha que não é possível que uma celebridade não saiba que vai ser
Eu discordo. Acho que é possível ela ser sem noção, sim. Aliás, acho que ela é tão zoada/drogada/mal amada, que nem se importa com fotógrafos e jornalistas e quetais. E vai acumulando bizarrices na vida, nem aí com a repercussão que isso tem.
Muito bem, cá estou eu praticando justamente o que critico e falando sobre os fatos importantíssimos da vida de Ms. Winehouse. Que, cá entre nós, deveria fazer numerologia e mudar o nome para Drughouse.
It’s a pity!
*
15.6.08
Cada Um no Seu Cada Um
O mundo não cansa de me surpreender. Não sei se estou ficando velha, se sou preconceituosa ou se apenas e tão somente tenho bom gosto. O fato é que sempre perco o surgimento de sucessos fabricados. E vou descobri-los quando a minha mãe me pergunta se eu “já vi aquela pouca vergonha” ou quando a torcida do Flamengo canta o Créu no Maracanã lotado (e eu, invariavelmente, não entendo e acho que todo mundo enlouqueceu).
Eis que ontem fui apresentada à mais uma bizarra mania nacional: a Dança do Quadrado. Mas, veja, a portadora da boa notícia me apresentou esse vídeo, feito pelo Kibe Loco. Que, convenhamos, é tão surreal, que fica engraçado.
Mas como tudo sempre pode piorar, é claro que o vídeo foi baseado em uma música que existe de verdade. Sim, isso existe, para minha surpresa. Numa pesquisa rápida no Youtube, encontrei vídeos da incrível Sharon, entoando sua rima rica em Porto Seguro, lá nos idos de 2007, e no programa do Luciano Huck.
Quando alguém rima “a-ado” com “quadrado” e faz sucesso na televisão, é de se revoltar e perder a fé na humanidade. A parte boa é que essas merdas somem na mesma velociade com que surgem. Ou sou eu que tô ficando velha e preconceituosa?
*
Eis que ontem fui apresentada à mais uma bizarra mania nacional: a Dança do Quadrado. Mas, veja, a portadora da boa notícia me apresentou esse vídeo, feito pelo Kibe Loco. Que, convenhamos, é tão surreal, que fica engraçado.
Mas como tudo sempre pode piorar, é claro que o vídeo foi baseado em uma música que existe de verdade. Sim, isso existe, para minha surpresa. Numa pesquisa rápida no Youtube, encontrei vídeos da incrível Sharon, entoando sua rima rica em Porto Seguro, lá nos idos de 2007, e no programa do Luciano Huck.
Quando alguém rima “a-ado” com “quadrado” e faz sucesso na televisão, é de se revoltar e perder a fé na humanidade. A parte boa é que essas merdas somem na mesma velociade com que surgem. Ou sou eu que tô ficando velha e preconceituosa?
*
Marcadores:
este mundo tá perdido,
música,
o que se vê por aí
5.3.08
1.3.08
Qual É a Música?
Há algum tempo, eu perdi muitas horas do meu dia com um joguinho que tocava músicas de trilhas sonoras de filmes e você tinha que adivinhar o nome do longa.
Hoje, gastei a tarde toda nisso aqui. Acertei 61 de 64.
Você, único leitor, que tem 30 ou beira a idade balzaquiana, vai se divertir, eu garanto!
Aproveita e me diga quem raios canta as músicas de número 11, 20 e 42.
Obrigada!
*
Hoje, gastei a tarde toda nisso aqui. Acertei 61 de 64.
Você, único leitor, que tem 30 ou beira a idade balzaquiana, vai se divertir, eu garanto!
Aproveita e me diga quem raios canta as músicas de número 11, 20 e 42.
Obrigada!
*
22.2.08
Nada a Declarar
Não existe nada pior do que entrevistar alguém que não está disposto a dar entrevista. Você faz a pergunta mais bem elaborada do mundo e o sujeito reponde "sim", "não", "não sei", "pergunta pra fulano". Um saco.
Mas esta entrevista de Zeca Pagodinho à Folha de S.P. ficou divertida. Atente para a resposta à primeira pergunta. A parte que eu mais gostei foi "minha vida é que atrapalha a minha cerveja". Ge-ni-al!
FOLHA - Como será seu novo disco?
ZECA PAGODINHO - Ué, de samba. (reeeeeaaaaally???)
FOLHA - Isso eu já imaginava...
PAGODINHO - É o que faço sempre, com Zé Roberto, Arlindo, Almir Guineto, Monarco...
FOLHA - Você compôs algo?
PAGODINHO - Deixo com a rapaziada, porque é uma caderneta de poupancinha pra eles. Tem um pessoal que tá lá atrás, precisando arrumar um qualquer.
FOLHA - Você fez 49 anos agora. Com se sente quase cinqüentão?
PAGODINHO - Tem muita gente que eu conheci que não conseguiu chegar nem a 30 porque ficou doente, mataram, sumiu.
FOLHA - O que acha do Zé da Feira [Eri Johnson], o sambista de "Duas Caras" inspirado em você?
PAGODINHO - As dificuldades de subir na carreira têm a ver comigo. É um cara que lutou, teve dificuldades, o vício da bebida, conheci várias pessoas assim.
FOLHA - O fato de ele ser alcoólatra não incomoda?
PAGODINHO - Mas eu não sou alcoólatra, não ando caído de bobeira na rua. Ele é inspirado, porra, não é o Zeca Pagodinho.
FOLHA - A cerveja não atrapalha a sua vida em nenhum momento?
PAGODINHO - Minha vida é que atrapalha a minha cerveja. Quando tô bebendo, tem sempre alguém pra falar comigo.
FOLHA - Você se irrita por sempre ser procurado para falar de cerveja?
PAGODINHO - Não, isso é porque tô no auge. Se tivesse lá embaixo, ninguém lembrava de mim.
FOLHA - O que pensa sobre o projeto de tornar crime dirigir após tomar mais de duas latas de cerveja?
PAGODINHO - É certo. Fizemos o bloco da Cachaça; a letra do samba dizia que "volante com cachaça não combina, sou um cachaça, mas não sou burro". Fiz um outdoor "Se beber, vá de táxi". Já tão achando que levei uma nota dos táxis, do Detran, não levei porra nenhuma, levei sim uma luta pela vida.
FOLHA - Você dirige após beber?
PAGODINHO - Não, nem antes.
FOLHA - Você não dirige?
PAGODINHO - É porque tô renovando minha carteira, nunca dá, e pra não ficar me aporrinhando vou andando a pé, tem motorista, entro em qualquer carro, "me deixa ali cumpade".
FOLHA - Continua irritado com o ministro da Saúde [que propôs que artistas não anunciassem bebida]?
PAGODINHO - Não, não é um cara de bobeira não, sabe o que faz. Mas tem que ter um projeto mais de educação do que punição. Aí vai prender, e qualquer dia essa porra vai virar só grade.
FOLHA - E a reclamação dos gays que não gostaram da tradução de "happy hour" para "hora alegre" em seu comercial da Brahma?
PAGODINHO - Falei pros caras que ia dar problema, mas eles mandam. Não tinha a intenção de ofender. Eu me dou bem com todo mundo, tem uma porrada de veado que vem aqui em casa, cada um na sua, eles pra lá, eu pra cá. Quem quer dar dá, quem quer comer come, cada um viva a sua vida.
*
Mas esta entrevista de Zeca Pagodinho à Folha de S.P. ficou divertida. Atente para a resposta à primeira pergunta. A parte que eu mais gostei foi "minha vida é que atrapalha a minha cerveja". Ge-ni-al!
FOLHA - Como será seu novo disco?
ZECA PAGODINHO - Ué, de samba. (reeeeeaaaaally???)
FOLHA - Isso eu já imaginava...
PAGODINHO - É o que faço sempre, com Zé Roberto, Arlindo, Almir Guineto, Monarco...
FOLHA - Você compôs algo?
PAGODINHO - Deixo com a rapaziada, porque é uma caderneta de poupancinha pra eles. Tem um pessoal que tá lá atrás, precisando arrumar um qualquer.
FOLHA - Você fez 49 anos agora. Com se sente quase cinqüentão?
PAGODINHO - Tem muita gente que eu conheci que não conseguiu chegar nem a 30 porque ficou doente, mataram, sumiu.
FOLHA - O que acha do Zé da Feira [Eri Johnson], o sambista de "Duas Caras" inspirado em você?
PAGODINHO - As dificuldades de subir na carreira têm a ver comigo. É um cara que lutou, teve dificuldades, o vício da bebida, conheci várias pessoas assim.
FOLHA - O fato de ele ser alcoólatra não incomoda?
PAGODINHO - Mas eu não sou alcoólatra, não ando caído de bobeira na rua. Ele é inspirado, porra, não é o Zeca Pagodinho.
FOLHA - A cerveja não atrapalha a sua vida em nenhum momento?
PAGODINHO - Minha vida é que atrapalha a minha cerveja. Quando tô bebendo, tem sempre alguém pra falar comigo.
FOLHA - Você se irrita por sempre ser procurado para falar de cerveja?
PAGODINHO - Não, isso é porque tô no auge. Se tivesse lá embaixo, ninguém lembrava de mim.
FOLHA - O que pensa sobre o projeto de tornar crime dirigir após tomar mais de duas latas de cerveja?
PAGODINHO - É certo. Fizemos o bloco da Cachaça; a letra do samba dizia que "volante com cachaça não combina, sou um cachaça, mas não sou burro". Fiz um outdoor "Se beber, vá de táxi". Já tão achando que levei uma nota dos táxis, do Detran, não levei porra nenhuma, levei sim uma luta pela vida.
FOLHA - Você dirige após beber?
PAGODINHO - Não, nem antes.
FOLHA - Você não dirige?
PAGODINHO - É porque tô renovando minha carteira, nunca dá, e pra não ficar me aporrinhando vou andando a pé, tem motorista, entro em qualquer carro, "me deixa ali cumpade".
FOLHA - Continua irritado com o ministro da Saúde [que propôs que artistas não anunciassem bebida]?
PAGODINHO - Não, não é um cara de bobeira não, sabe o que faz. Mas tem que ter um projeto mais de educação do que punição. Aí vai prender, e qualquer dia essa porra vai virar só grade.
FOLHA - E a reclamação dos gays que não gostaram da tradução de "happy hour" para "hora alegre" em seu comercial da Brahma?
PAGODINHO - Falei pros caras que ia dar problema, mas eles mandam. Não tinha a intenção de ofender. Eu me dou bem com todo mundo, tem uma porrada de veado que vem aqui em casa, cada um na sua, eles pra lá, eu pra cá. Quem quer dar dá, quem quer comer come, cada um viva a sua vida.
*
13.2.08
Novecentos Reais
eu: é por isso que esse país não vai pra frente
Gui: pq?
eu: porque existem centenas de milhares de pessoas que comprariam ingresso com preço pornográfico pra ver o bob dylan
Gui: escrevi sobre isso no blog
eu: eu queria ser capaz de liderar uma rebelião. o via funchal ficaria às moscas.
queria ver se o valor não cairia
eu: li o texto até a metade
nem o arctic monkeys me faria pagar esse preço. é ultrajante.
é falta de vergonha na cara desses caras. tenha dó. eu moro no brasil!
eu: nada mais a declarar? rs...
Gui: bicho
não tem o que falar
é o que eu digo no 1º parágrafo
vai do ultrajante ao criminoso
mas fazer o quê?
eu: não ir!!!!!!
Gui: eu sou uma daquelas almas para quem o rock é tudo
eu: ah, meu!
Gui: não ver o bob? e me arrepender pro resto da vida?
eu e a kat tinhamos desistido de ir
até vermos num blog aí o set list
bicho, ela chorou
CHOROU
pense que você se dedica a alguém religiosamente há quase 20 anos
não tem o que fazer, cara
dividimos no cartão e dá-lhe miojo
eu: se eu fosse um comunista da década de 60, eu diria, sem pestanejar: ALIENAÇÃO!
parecido com o que ocorre com a religião. sorry!
Gui: diga o que quiser
não tô pagando 250 pra ver o killers
é o bob
eu: ok
Gui: no panteão da minha vida
eu: ok
Gui: o primeiro escalão é:
stones, beatles, bob, hendrix, stooges, velvet
eu sou capaz de matar pra ver esse povo
eu: ok. não há mais discussão.
amém, pastor!
Gui: ótimo, CAMARADA
eu: hahahahahahaha
Gui: depois eu te conto como foi
eu: combinado.
Gui: vá ver o show dos imperdíveis, vá
HAHAHAHAHAHA
eu: por imperdíveis 20 reais
enfim.... agora vou me preparar para seguir para o meu trabalho imperdível.
Gui: hahaha
vai lá, gatona
ainda assim te adoro
*
Gui: pq?
eu: porque existem centenas de milhares de pessoas que comprariam ingresso com preço pornográfico pra ver o bob dylan
Gui: escrevi sobre isso no blog
eu: eu queria ser capaz de liderar uma rebelião. o via funchal ficaria às moscas.
queria ver se o valor não cairia
eu: li o texto até a metade
nem o arctic monkeys me faria pagar esse preço. é ultrajante.
é falta de vergonha na cara desses caras. tenha dó. eu moro no brasil!
eu: nada mais a declarar? rs...
Gui: bicho
não tem o que falar
é o que eu digo no 1º parágrafo
vai do ultrajante ao criminoso
mas fazer o quê?
eu: não ir!!!!!!
Gui: eu sou uma daquelas almas para quem o rock é tudo
eu: ah, meu!
Gui: não ver o bob? e me arrepender pro resto da vida?
eu e a kat tinhamos desistido de ir
até vermos num blog aí o set list
bicho, ela chorou
CHOROU
pense que você se dedica a alguém religiosamente há quase 20 anos
não tem o que fazer, cara
dividimos no cartão e dá-lhe miojo
eu: se eu fosse um comunista da década de 60, eu diria, sem pestanejar: ALIENAÇÃO!
parecido com o que ocorre com a religião. sorry!
Gui: diga o que quiser
não tô pagando 250 pra ver o killers
é o bob
eu: ok
Gui: no panteão da minha vida
eu: ok
Gui: o primeiro escalão é:
stones, beatles, bob, hendrix, stooges, velvet
eu sou capaz de matar pra ver esse povo
eu: ok. não há mais discussão.
amém, pastor!
Gui: ótimo, CAMARADA
eu: hahahahahahaha
Gui: depois eu te conto como foi
eu: combinado.
Gui: vá ver o show dos imperdíveis, vá
HAHAHAHAHAHA
eu: por imperdíveis 20 reais
enfim.... agora vou me preparar para seguir para o meu trabalho imperdível.
Gui: hahaha
vai lá, gatona
ainda assim te adoro
*
11.1.08
13.12.07
Órfãos de Police
Eu gosto do Nokia Trends - e nem liguei pro show-do-The Police-caça-níquel no Rio. É um dos festivais mais organizados que acontecem por aqui.
No ano passado, tive o prazer de ver bem de pertinho The Bravery, Hot Hot Heat e me supreendi muito com o show das mocinhas do Ladytron – ainda que tenha acabado perto das 6 horas da manhã, as minhas lentes de contato estivessem grudadas no globo ocular como se fizessem parte do meu corpo e as costas doessem muito, depois de 8 horas dançando.
Este ano, a estrutura montada no Memorial da América Latina era linda. Um bom espaço ao ar livre e, na tenda, dois palcos montados um ao lado do outro, em forma de “éle”. Quando terminava o show de um palco, começava o do outro, de modo que não havia intervalo entre as apresentações e o público não tinha que esperar a montagem e desmontagem de equipamentos pra ver uma banda tocar (viu, Tim Festival?). Apesar disso, fazia um calor senegalês debaixo da tenda e as filas no banheiro eram enormes.
Foi a segunda vez que eu fui soziínha-da-silva a um festival sem conhecer quase nada do que ia ver. E você pode me achar louca e tal, mas eu gosto disso tudo.
Mas vamos ao que interessa.
Van She é uma banda australiana. Era tudo o que eu sabia. Gostosinha de ouvir. O baixista é loiro, magrelo, comprido, dança de um jeito engraçado e tentava animar o público ainda escasso do Memorial batendo palmas. O vocalista é cabeludo e canta fazendo vários falsetes com a voz. É praticamente uma mistura de Pet Shop Boys e Abba. Fecharam o show com Kelly. Vai dizer que não é uma versão um pouco mais moderna de Fernando, do Abba?
Underground Resistence é um grupo enorme de Detroit. Quase uma dúzia de negrões que mistura jazz, funk e eletrônica. Faz quase 20 anos que o coletivo - como gostam de dizer os entendidos - sacodem platéias pelo mundo. O grupo não veio completo aqui para São Paulo: baixo, bateria, saxofone, uma mesa e um MC que jogava CDs para o público. À exceção de alguns “solos” de sax longos demais, o UR - como dizem os entendidos - faz um som robusto e consistente, beirando a perfeição.
Os quatro franceses do Phoenix entraram no palco principal do Memorial umas duas e meia da manhã. O vocalista é marido da cineasta Sofia Coppola. A banda teve uma música incluída na trilha sonora de Encontros e Desencontros e fez uma participação em Maria Antonieta, se apresentando para a Rainha. Viu, que cult?! E é, mesmo, dado que metade do público freak que agora lotava o Memorial entoava os refrões das músicas a plenos pulmões.
Quando você ouve o CD, pensa que se trata de um grupo fofo, que faz roquezinho meigo e dançante e coisa e tal. Até eu ver o baterista em ação, ali na minha frente. O cara é um A-NI-MAL! Desce o braço sem nenhuma dó. Um amigo - porque a gente sempre encontra amigos nesses lugares - disse que quando viu ele em pé, lascando o braço nas caixas, achou que o nêgo tinha dois pedaços de fêmur nas mãos. Fiquei impressionada! O sujeito conquistou toda a minha atenção. Até que o vocalista, marido da Coppolinha, surtou e se jogou no meio do povo. Cantou uma música inteira lá no meio. Rrrrrrrrrrrrrrrrrrock!!!!
Por fim, lá pelas 4 e tanto da manhã, subiram ao palco os moços do She Wants Revenge, que beberam toda a água da fonte do pós punk. Os filhotes do Joy Division fizeram o público enlouquecer. E ao vivo a voz de Justin Warfield é ainda mais parecida com a do vocalista do Depeche Mode. Ele vestia uma jaqueta e um gorro. Eu tava derretendo com os 67ºC que faziam naquela tenda – e nem tinha canhões de luzes apontados para mim, veja bem. O calor e as minhas dores nas costas me fizeram abandonar o show na metade e ir embora, me lembrando de que, de fato, falta bem pouco pra virar balzaquiana.
No ano passado, tive o prazer de ver bem de pertinho The Bravery, Hot Hot Heat e me supreendi muito com o show das mocinhas do Ladytron – ainda que tenha acabado perto das 6 horas da manhã, as minhas lentes de contato estivessem grudadas no globo ocular como se fizessem parte do meu corpo e as costas doessem muito, depois de 8 horas dançando.
Este ano, a estrutura montada no Memorial da América Latina era linda. Um bom espaço ao ar livre e, na tenda, dois palcos montados um ao lado do outro, em forma de “éle”. Quando terminava o show de um palco, começava o do outro, de modo que não havia intervalo entre as apresentações e o público não tinha que esperar a montagem e desmontagem de equipamentos pra ver uma banda tocar (viu, Tim Festival?). Apesar disso, fazia um calor senegalês debaixo da tenda e as filas no banheiro eram enormes.
Foi a segunda vez que eu fui soziínha-da-silva a um festival sem conhecer quase nada do que ia ver. E você pode me achar louca e tal, mas eu gosto disso tudo.
Mas vamos ao que interessa.
Van She é uma banda australiana. Era tudo o que eu sabia. Gostosinha de ouvir. O baixista é loiro, magrelo, comprido, dança de um jeito engraçado e tentava animar o público ainda escasso do Memorial batendo palmas. O vocalista é cabeludo e canta fazendo vários falsetes com a voz. É praticamente uma mistura de Pet Shop Boys e Abba. Fecharam o show com Kelly. Vai dizer que não é uma versão um pouco mais moderna de Fernando, do Abba?
Underground Resistence é um grupo enorme de Detroit. Quase uma dúzia de negrões que mistura jazz, funk e eletrônica. Faz quase 20 anos que o coletivo - como gostam de dizer os entendidos - sacodem platéias pelo mundo. O grupo não veio completo aqui para São Paulo: baixo, bateria, saxofone, uma mesa e um MC que jogava CDs para o público. À exceção de alguns “solos” de sax longos demais, o UR - como dizem os entendidos - faz um som robusto e consistente, beirando a perfeição.
Os quatro franceses do Phoenix entraram no palco principal do Memorial umas duas e meia da manhã. O vocalista é marido da cineasta Sofia Coppola. A banda teve uma música incluída na trilha sonora de Encontros e Desencontros e fez uma participação em Maria Antonieta, se apresentando para a Rainha. Viu, que cult?! E é, mesmo, dado que metade do público freak que agora lotava o Memorial entoava os refrões das músicas a plenos pulmões.
Quando você ouve o CD, pensa que se trata de um grupo fofo, que faz roquezinho meigo e dançante e coisa e tal. Até eu ver o baterista em ação, ali na minha frente. O cara é um A-NI-MAL! Desce o braço sem nenhuma dó. Um amigo - porque a gente sempre encontra amigos nesses lugares - disse que quando viu ele em pé, lascando o braço nas caixas, achou que o nêgo tinha dois pedaços de fêmur nas mãos. Fiquei impressionada! O sujeito conquistou toda a minha atenção. Até que o vocalista, marido da Coppolinha, surtou e se jogou no meio do povo. Cantou uma música inteira lá no meio. Rrrrrrrrrrrrrrrrrrock!!!!
Por fim, lá pelas 4 e tanto da manhã, subiram ao palco os moços do She Wants Revenge, que beberam toda a água da fonte do pós punk. Os filhotes do Joy Division fizeram o público enlouquecer. E ao vivo a voz de Justin Warfield é ainda mais parecida com a do vocalista do Depeche Mode. Ele vestia uma jaqueta e um gorro. Eu tava derretendo com os 67ºC que faziam naquela tenda – e nem tinha canhões de luzes apontados para mim, veja bem. O calor e as minhas dores nas costas me fizeram abandonar o show na metade e ir embora, me lembrando de que, de fato, falta bem pouco pra virar balzaquiana.
11.12.07
Quem Precisa de Polícia?
Gente, fiquei muito a fim de escrever meia dúzia de bobagens sobre o Nokia Trends.
E dizer que, mesmo quase derrentendo naquele calor infernal, o evento merece vários elogios (sobretudo depois dos atrasos sem noção dos shows do Tim Festival).
O caso é que eu durmo até tarde, trabalho até tarde, espíritos ressuscitam e me solicitam e, assim, não sobra tempo para organizar as idéias.
Em breve, parcas linhas, ainda que atrasadas, sobre os shows, para nenhum dos meus 5 leitores comentar, como é de praxe (hohoho...)!
*
E dizer que, mesmo quase derrentendo naquele calor infernal, o evento merece vários elogios (sobretudo depois dos atrasos sem noção dos shows do Tim Festival).
O caso é que eu durmo até tarde, trabalho até tarde, espíritos ressuscitam e me solicitam e, assim, não sobra tempo para organizar as idéias.
Em breve, parcas linhas, ainda que atrasadas, sobre os shows, para nenhum dos meus 5 leitores comentar, como é de praxe (hohoho...)!
*
22.11.07
28.10.07
Ian Kurt
Seattle se aproxima de Manchester em Control , de Anton Corbijn, e Kurt Cobain - Sobre Um Filho, dirigido por AJ Schnack.
Claro, uma coisa não tem nada a ver com a outra e as cidades guardam várias léguas de distância entre si - além do Oceano Atlântico inteiro. Mas as semelhanças entre os protagonistas dos dois longas são várias. Ian Curtis e Kurt Cobain eram geniozinhos, líderes de bandas que marcaram inovações no cenário musical de seus países - e mundial -, eram atormentados e se mataram. Talvez também por razões parecidas.
O filme sobre o líder do Nirvana é chato, chato, chato. É baseado em 25 horas de entevistas dadas a um jornalista norte-americano, que depois escreveu Come As You Are: The History Of Nirvana. Imagine Kurt falando por uma hora e meia. Na tela, imagens aleatórias que combinavam com o que o músico dizia. Então, ele fala "passei minha infância em Aberdeen..." e você vê criancinhas loiras brincando no balanço de um parquinho. Ruim demais. Uma hora e meia e você não vê o rosto de Kurt Cobain. Em nenhum momento - só no final. Música? Nada de Nirvana. Só o que ele gostava de ouvir. E, de novo, Kurt diz: "nesta época eu ouvia muito uma música do Queen..." e toca Queen. Ugh!
A parte boa é que trata-se do cara contando a própria história, que é bem interessante e triste. Cobain teve transtorno bipolar, depois que os pais se separaram, ainda quando era criança. Queria ser punk. Odiava trabalhar. Morou dentro de um carro e em uma caixa de papelão. Era pouco sociável, não gostava de pessoas. Teve uma namorada dotada de instintos maternais, que cuidava bem dele. Não gostava. Preferiu Courtney Love, com quem podia trocar idéias artísticas de igual para igual. A primeira vez que a viu, achou a moça parecida com Nancy Spungen. Tinha dores de estômago enlouquecedoras e nunca ninguém descobriu o que era. Achou na heroína o alívio para a dor. No filme, Cobain conta que quando tinha crises, pensava em dar um tiro na cabeça. Se diz descontente com o Nirvana, no auge da cerreira da banda. Especula-se que o músico tenha se matado pela combinação dores+heroína+crises no casamento+sucesso do Nirvana.

Já Control é um belo filme. Em preto e branco, o longa se baseia no livro escrito pela mulher de Ian Curtis, Deborah Curtis - que é co-produtora do filme. Mostra Ian Curtis ouvindo Lou Reed, Iggy Pop e David Bowie em casa. Mostra desde os primórios do Joy Division, quando os demais integrantes procuravam um vocalista para a banda. Além de ter casado muito jovem, Curtis era epilético. Sofria com as duas coisas. Com 20 e poucos anos, o rapaz se viu fazendo um baita sucesso, tinha uma mulher e uma filha o esperando em casa, um caso paralelo com uma aprendiz de jornalista e frascos de remédio sendo carregados pra onde quer que ele fosse. No filme, o artista sente culpa por manter dois relacionamentos e sofre horrores com os ataques epiléticos. Também parece não administrar muito bem esta coisa de fazer sucesso. Resultado: na véspera de uma mega turnê do Joy Division pelos EUA, Curtis se mata enforcado em casa, aos 23 anos.
O longa tem, além das notáveis interpretações de Sam Riley e Samantha Morton, muita música boa, com aquele timbre característico e cavernoso de Curtis.
Claro, uma coisa não tem nada a ver com a outra e as cidades guardam várias léguas de distância entre si - além do Oceano Atlântico inteiro. Mas as semelhanças entre os protagonistas dos dois longas são várias. Ian Curtis e Kurt Cobain eram geniozinhos, líderes de bandas que marcaram inovações no cenário musical de seus países - e mundial -, eram atormentados e se mataram. Talvez também por razões parecidas.
O filme sobre o líder do Nirvana é chato, chato, chato. É baseado em 25 horas de entevistas dadas a um jornalista norte-americano, que depois escreveu Come As You Are: The History Of Nirvana. Imagine Kurt falando por uma hora e meia. Na tela, imagens aleatórias que combinavam com o que o músico dizia. Então, ele fala "passei minha infância em Aberdeen..." e você vê criancinhas loiras brincando no balanço de um parquinho. Ruim demais. Uma hora e meia e você não vê o rosto de Kurt Cobain. Em nenhum momento - só no final. Música? Nada de Nirvana. Só o que ele gostava de ouvir. E, de novo, Kurt diz: "nesta época eu ouvia muito uma música do Queen..." e toca Queen. Ugh!A parte boa é que trata-se do cara contando a própria história, que é bem interessante e triste. Cobain teve transtorno bipolar, depois que os pais se separaram, ainda quando era criança. Queria ser punk. Odiava trabalhar. Morou dentro de um carro e em uma caixa de papelão. Era pouco sociável, não gostava de pessoas. Teve uma namorada dotada de instintos maternais, que cuidava bem dele. Não gostava. Preferiu Courtney Love, com quem podia trocar idéias artísticas de igual para igual. A primeira vez que a viu, achou a moça parecida com Nancy Spungen. Tinha dores de estômago enlouquecedoras e nunca ninguém descobriu o que era. Achou na heroína o alívio para a dor. No filme, Cobain conta que quando tinha crises, pensava em dar um tiro na cabeça. Se diz descontente com o Nirvana, no auge da cerreira da banda. Especula-se que o músico tenha se matado pela combinação dores+heroína+crises no casamento+sucesso do Nirvana.

Já Control é um belo filme. Em preto e branco, o longa se baseia no livro escrito pela mulher de Ian Curtis, Deborah Curtis - que é co-produtora do filme. Mostra Ian Curtis ouvindo Lou Reed, Iggy Pop e David Bowie em casa. Mostra desde os primórios do Joy Division, quando os demais integrantes procuravam um vocalista para a banda. Além de ter casado muito jovem, Curtis era epilético. Sofria com as duas coisas. Com 20 e poucos anos, o rapaz se viu fazendo um baita sucesso, tinha uma mulher e uma filha o esperando em casa, um caso paralelo com uma aprendiz de jornalista e frascos de remédio sendo carregados pra onde quer que ele fosse. No filme, o artista sente culpa por manter dois relacionamentos e sofre horrores com os ataques epiléticos. Também parece não administrar muito bem esta coisa de fazer sucesso. Resultado: na véspera de uma mega turnê do Joy Division pelos EUA, Curtis se mata enforcado em casa, aos 23 anos.
O longa tem, além das notáveis interpretações de Sam Riley e Samantha Morton, muita música boa, com aquele timbre característico e cavernoso de Curtis.
Gael e Dylan
Quando disse logo ali embaixo que veria o Gael, obviamente, me referia ao filme de estréia dele como diretor, Déficit. A sessão atrasou. Eu fiquei uma hora em pé na fila, depois de uma semana especialmente pesada de trabalho. Já estava bastante irritada, quando adentra à sala aqueles um-metro-e-sessenta-e-poucos, aqueles olhos e aqueles mullets mexicanos. Gael Garcia Bernal foi apresentar o longa pessoalmente, já que era a primeira exibição na Mostra. Eu continuei um pouco irritada, mas confesso que deu uma alegrada na vida. O filme? Ah, um bando de jovens ricos, que promove uma festinha na casa de veraneio do protagonista. Juventude inconseqüente que leva a diversão literalmente às últimas conseqüências. Bom entretenimento.Depois, I'm Not There, de Todd Haynes, em que vários atores interpretam as diversas facetas de Bob Dylan. Eu, na minha ignorância sobre o artista, gostei do filme. Cate Blanchett é excelente no papel - o júri de Cannes também achou, veja só. Mas devo ter passado batido por várias partes, por pura falta de conhecimento sobre a carreira de Dylan. Os admiradores do cara certamente se divertiram bem mais do que eu.
28.9.07
Exaltando
- Tata, vou sair com o pessoal da firma, hoje.
- Ah, é? Onde vocês vão?
- Num pagode.
- Aoooooooonde?
- No Armazém da Vila, vai ter show do Exaltasamba.
- Jesus-Maria-José!!!
- Se quiser, tá convidadíssima!
- Ah, claro. Só se for pra passar com o carro por cima daquelas pessoas e jogar uma bomba no estabelecimento.
Depois das recomendações básicas para não dar bola para tchutchucas escovadas, de shorts, com a pança de fora e piercing no umbigo, depois de lembrar que eu sou muito, MUITO brava, desejei um-bom-show-do-Exaltasamba-divirta-se.
Cheguei em casa e fui ouvir, não sem um pouco de medo. Aqui cabe parênteses. Informações que podem ser usadas contra mim mais tarde, eu tenho plena consciência.
Abre parênteses: na adolescência, eu ouvia pagode. Bastante. Eu ia a lugares que tocavam pagode. Malditos jogadores de vôlei! A culpa é deles. Fecha parênteses.
Pois entrei numa dessas rádios da internet e digitei na busca: Exaltasamba. Apareceu um disco chamado “Meus Sucessos”. Ouvi uma por uma. Sofri. Quase morri. Conhecia mais da metade delas.
- Ah, é? Onde vocês vão?
- Num pagode.
- Aoooooooonde?
- No Armazém da Vila, vai ter show do Exaltasamba.
- Jesus-Maria-José!!!
- Se quiser, tá convidadíssima!
- Ah, claro. Só se for pra passar com o carro por cima daquelas pessoas e jogar uma bomba no estabelecimento.
Depois das recomendações básicas para não dar bola para tchutchucas escovadas, de shorts, com a pança de fora e piercing no umbigo, depois de lembrar que eu sou muito, MUITO brava, desejei um-bom-show-do-Exaltasamba-divirta-se.
Cheguei em casa e fui ouvir, não sem um pouco de medo. Aqui cabe parênteses. Informações que podem ser usadas contra mim mais tarde, eu tenho plena consciência.
Abre parênteses: na adolescência, eu ouvia pagode. Bastante. Eu ia a lugares que tocavam pagode. Malditos jogadores de vôlei! A culpa é deles. Fecha parênteses.
Pois entrei numa dessas rádios da internet e digitei na busca: Exaltasamba. Apareceu um disco chamado “Meus Sucessos”. Ouvi uma por uma. Sofri. Quase morri. Conhecia mais da metade delas.
23.9.07
Casa do Vinho
Eu gosto de fuçar novidades musicais. Leio alguma coisa sobre um cantor/cantora/banda que não conheço e vou ouvir pra saber qual é, sempre que tenho nada pra fazer - o que acontece quase nunca, é verdade.
Quando se começou a falar por aqui de Amy Winehouse, eu andava meio ocupada (hahaha). Ouvi a moça pela primeira vez num curto trajeto de não-lembro-onde para tampouco-me-lembro, no carro, com uma amiga. Gostei. Baixei os discos. E estou viciada - com o perdão do trocadilho infame. É quase inacreditável que aquele vozeirão saia de um corpo tão pequeno e magrelo. Sobre o cabelo, eu não tenho nada a dizer.
Agora, a tresloucada Amy não sai mais dos tablóides ingleses. Mais pelas bizarrices que apronta do que pelo talento inegável. É uma espécie de Pete Doherty de saias. Zoada. Junkie total. Se estapeia com o marido e publicam foto deles machucados no jornal. Foi convidada e depois desconvidada para fazer a trilha sonora do próximo filme da série James Bond. O sogro e a sogra recomendaram aos fãs que não comprem mais discos da menina que tem vinho no nome, para que ela se convença a se tratar e abandonar de vez as drogas.
E com tudo isso, não faltaram nomes da música que se manifestaram solidários à Amy. Lou Reed disse que gosta da moça e desejou melhoras a ela.
O próprio rei dos junkies, Pete Doherty, disse a um jornal britânico que vai dedicar uma música a ela, chamada Amy On The Mend – o que não deixa de ser irônico. Como disse um amigo, é praticamente um "Criança Esperança" dos drogaditos.
Por fim, os garotos sobre os quais não me canso de falar e que não canso de ouvir do Arctic Monkeys regravaram uma música de Amy Winehouse, como forma de se solidarizar com ela. Repito: acho a mulher realmente muito talentosa, capaz de fazer músicas cheias de arranjos envolventes. Mas ouça esta versão.
Espero ansiosamente ouvir esta bela canção ao vivo, no dia 28 de outubro, grudada na grade, praticamente como uma fã adolescente histérica do RBD.
Quando se começou a falar por aqui de Amy Winehouse, eu andava meio ocupada (hahaha). Ouvi a moça pela primeira vez num curto trajeto de não-lembro-onde para tampouco-me-lembro, no carro, com uma amiga. Gostei. Baixei os discos. E estou viciada - com o perdão do trocadilho infame. É quase inacreditável que aquele vozeirão saia de um corpo tão pequeno e magrelo. Sobre o cabelo, eu não tenho nada a dizer.Agora, a tresloucada Amy não sai mais dos tablóides ingleses. Mais pelas bizarrices que apronta do que pelo talento inegável. É uma espécie de Pete Doherty de saias. Zoada. Junkie total. Se estapeia com o marido e publicam foto deles machucados no jornal. Foi convidada e depois desconvidada para fazer a trilha sonora do próximo filme da série James Bond. O sogro e a sogra recomendaram aos fãs que não comprem mais discos da menina que tem vinho no nome, para que ela se convença a se tratar e abandonar de vez as drogas.
E com tudo isso, não faltaram nomes da música que se manifestaram solidários à Amy. Lou Reed disse que gosta da moça e desejou melhoras a ela.
O próprio rei dos junkies, Pete Doherty, disse a um jornal britânico que vai dedicar uma música a ela, chamada Amy On The Mend – o que não deixa de ser irônico. Como disse um amigo, é praticamente um "Criança Esperança" dos drogaditos.
Por fim, os garotos sobre os quais não me canso de falar e que não canso de ouvir do Arctic Monkeys regravaram uma música de Amy Winehouse, como forma de se solidarizar com ela. Repito: acho a mulher realmente muito talentosa, capaz de fazer músicas cheias de arranjos envolventes. Mas ouça esta versão.
Espero ansiosamente ouvir esta bela canção ao vivo, no dia 28 de outubro, grudada na grade, praticamente como uma fã adolescente histérica do RBD.
Assinar:
Postagens (Atom)
